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domingo, 25 de maio de 2008

Revisão

Leitura e prática da pesquisa

- Construção do discurso científico: instâncias, fases, teor conceitual e analítico.
- Modelo metodológico presente nos discursos produzidos e na relação com os discursos em produção.
- Sujeito investigador é responsável pela organização do discurso.
- Método não se move apenas no tempo lógico, mas também no tempo histórico do objeto de estudo.
- O discurso é uma totalidade na qual se juntam, indissoluvelmente, teses e movimentos.
- Construção do discurso implica coerência que provém da responsabilidade científica do investigador (sujeito que detém sua autoria).
- Princípio da não contradição interna e externa.

As instâncias da pesquisa

- Instância teórica:
* concebida em função da pesquisa;
* meio de ruptura com o senso comum (formulação conceitual visando explicar os fatos);

- Instância metodológica:
* enunciação das regras de estruturação da pesquisa;
* exposição, causação;

- Instância técnica:
* operacionalização;

- Instância epistemológica:
* construção do objeto científico (a partir do ponto de vista do autor);

Ecléa Bosi

- Como passar da opnião para o conhecimento?
- Não se trata de procurar uma simples conseqüência dos fatos. Deve-se confrontar cada asserção com a experiência e voltar para as coisas.
- "Essa não é uma atitude técnica, é uma conversão".

Edgar Morin

- Desenvolvimento de uma aptidão geral para colocar e tratar os problemas;
- Princípios organizadores que permitem ligar os saberes e lhes dar sentido;
- O novo espírito científco: rompimento da barreira das disciplinas;

sábado, 10 de maio de 2008

Cabeça bem-feita - Ficha...

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita.

- A primeira finalidade do ensino foi formulada por Montaigne: mais vale uma cabeça bem-feita que bem cheia.
- [...] importante dispor [...]: uma aptidão geral para colocar e tratar os problemas; princípios organizadores que permitam ligar os saberes e lhes dar sentido.
- Quanto mais desenvolvida é a inteligência geral, maior é a sua capacidade de tratar problemas especiais. A educação deve favorecer a aptidão natural da mente para colocar e resolver os problemas e, correlativamente, estimular o pleno emprego da inteligência geral.
- Uma cabeça bem-feita é uma cabeça apta a organizar os conhecimentos e, com isso, evitar a sua acumulação estéril.
- Todo conhecimento constitui, ao mesmo tempo, uma tradução e uma reconstrução, a partir de sinais, signos, símbolos, sob forma de representações, idéias, teorias, discursos. A organização dos conhecimentos é realizada em função de princípios e regras.
- O conhecimento comporta, ao mesmo tempo, separação e ligação, análise e síntese.
- Como nosso modo de conhecimento desune os objetos entre si, precisamos conceber o que nos une. Como ele isola os objetos de seu contexto natural e do conjunto do qual fazem parte, é uma necessidade cognitiva inserir um conhecimento particular em seu contexto e situá-lo em seu conjunto.
- Enfim, um pensamento unificador abre-se de si mesmo para o contexto dos contextos: o contexto planetário.
- Para pensar localizadamente, é preciso pensar globalmente, como para pensar globalmente é preciso pensar localizadamente.

Entre a Opinião e o estereotipo

BOSI, Ecléa. Entre a Opinião e o estereotipo. In: _____.


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Quem vai trabalhar com histórias de vida, biografias, depoimentos orais, procedimentos correntes nas Ciências Humanas, tem a impressão inicial de que a experiência que se desenrola no tempo dispõe de um caráter infinito.

Dentro da biografia há alguns momentos privilegiados: o nascimento, as crises da juventude, a formatura, o casamento, a chegada ou a perda de pessoas amadas... E há espaços privilegiados: a casa da infância, os trajetos do bairro, recantos da cidade, lugares inseparáveis dos eventos que neles ocorreram. A cidade possui alguns focos sugestivos que ampararam nossa identidade, percepção e memória.

No trato com as pessoas isso acontece freqüentemente. Elas nos aparecem como que embaçadas pelo estereotipo, e é preciso tempo e amizade para um trabalho paciente de limpeza e reconstituição da figura do amigo, cujos contornos procuramos salvar cada dia do perigo de uma definição congeladora.

Como passar da opinião para o conhecimento? Pensar não é uma atividade subjetiva, é um relacionamento entre sujeito e objeto. É só essa relação com o objeto que nos faz passar da opinião para o conhecimento.

[...] ceticismo corrente que diz: “já que não se pode estabelecer fronteira entre opinião e verdade, então cada um fique com a sua opinião”.

Se a Verdade se torna opinião, ou debate caótico entre opiniões, a sociedade dos que pensam perde o cimento gnoseológico que a mantém unida. E depois de dizer quer não há verdade objetiva, acaba-se aceitando que o Poder engendra a verdade.

Quando os intelectuais criticam a opinião alheia congelada em preconceito, crêem que o seu ceticismo seja mais objetivo. No fundo, é o subjetivismo do intelectual que não crê mais na possibilidade de conhecer a verdade e, por isso, suspende as certezas alheias.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Capítulos 5, 6 e 7 - Ficha...

Modelo metodológico: leitura e prática da pesquisa.

- A noção de modelo de interpretação metodológica implica duas funções: descritiva e crítica. [...] descrição, que nunca é neutra.
- Há, portanto, três princípios básicos envolvidos na produção do discurso científico a que o modelo metodológico deve atender: o princípio da não-contradição interna, pelo qual o modelo deve dar conta do tempo lógico em que o discurso se inscreve; o princípio da não-contradição externa, que exige que se dê conta do tempo histórico presente na obra; o princípio da responsabilidade científica, que reclama do autor do discurso o desempenho consciente em sua produção.

Modelo metodológico: as instâncias da pesquisa.

- A instância epistemológica: é a instância que exerce uma função de vigilância crítica na pesquisa. [...] se traduz em movimentos ou operações destinadas à explicitação dos obstáculos epistemológicos da pesquisa e sua autocorreção e à construção do objeto científico.
- As operações epistemológicas que cada um propõe vão se concretizar em soluções específicas para questões como a objetividade, a causalidade, a formação de inferências, a generalização, as leis etc.
- Essas operações são a ruptura epistemológica e a construção do objeto científico.
- A ruptura epistemológica: a primeira operação é [...] entre o objeto científico e o objeto real ou concreto.
- A construção do objeto científico: [...] O ponto de vista, diz Saussure, cria o objeto.
- “A objetivação é o conjunto dos métodos e das técnicas que elaboram o objetivo de conhecimento ao qual se refere a investigação” (P. De Bruyne)

A instância teórica
- É o lugar de formulação sistemática das hipóteses e dos conceitos, da definição da problemática e da proposição de regras de interpretação.
- [...] ser o meio de ruptura epistemológico em face das pré-noções do senso comum.
- [...] contexto da prova (grifo meu) é aquele em que levantamos a questão de saber se aceitamos ou rejeitamos as hipóteses e as teorias.
- O contexto da descoberta (grifo meu) é aquele no qual nos perguntamos como encontramos e como construímos nossas hipóteses e teorias.

Modelo metodológico: as fases da pesquisa.

- [...] a primeira fase da pesquisa empírica é constituída por operações de caráter totalmente teórico feitas sempre em função do fenômeno de comunicação que se quer investigar.
- TABELA COM MODELO METODOLÓGICO
- O problema da pesquisa: este problema situa-se num conjunto mais amplo, que é o assunto ou tema da pesquisa. Este é escolhido e aquele é constituído pelo investigador. [...] Uma vez que o assunto traz em si uma problemática sempre vinculada a um modelo teórico, é mediante um procedimento quase sempre dedutivo que se chega a especificar o problema da pesquisa.
- Quadro teórico da referência: [...] descrever o que se chama de “estado de conhecimento” do problema, o que pressupõe a realização de uma pesquisa bibliográfica específica.
- A amostragem: [...] delimitar o universo de investigação.
- As técnicas de coleta: [...] são propriamente técnicas de observação ou de investigação (questionário, entrevista, história de vida etc.).
- A descrição: [...] trata-se na prática de proceder a uma manipulação dos dados que implica: 1) realizar o tratamento estatístico, ou seja, fazer tabulações [...]; 2) assegurar o “domínio” sobre a massa de dados coletados [...]; 3) conseguir um conhecimento prévio das possibilidades da documentação em relação aos objetivos teóricos e práticos da investigação.
- A interpretação: [...] é a fase que envolve a teorização dos dados empíricos dentro da perspectiva teórica adotada no início da pesquisa.

Conclusão
- Em primeiro lugar, apresenta-se a necessidade do conhecimento metodológico.
- Em segundo lugar está a necessidade do exercício da vigilância epistemológica ou da crítica do conhecimento que se está produzindo.
- Em terceiro lugar está a necessidade do exercício da crítica aos obstáculos metodológicos que se apresentam dentro do processo de investigação.
- Em quarto lugar, as opções e decisões que caracterizam o trabalho metodológico tocam diretamente a questão da responsabilidade científica do pesquisador.
- ESTRUTURA DOS 11 PONTOS BÁSICOS DO MODELO METODOLÓGICO DA PESQUISA EMPÍRICA EM COMUNICAÇÃO

Modelo do trabalho final

INTRODUÇÃO
Tema, problema, objetivo, objeto, justificativa, metodologia, contexto

DESENVOLVIMENTO
Referencial teórico, análise da mídia e objeto

CONCLUSÃO
Considerações finais

BIBLIOGRAFIA
Livros usados

ANEXOS
Materias criados para o estudo, como entrevistas

quinta-feira, 6 de março de 2008

Fichamento e resenha

Dicas sobre a Técnica de Fichamento
Quanto mais se estuda, mais se percebe que o ato de estudar é extremamente lento, exige interesse, esforço. disciplina. Não adiante ler ou levantar dados superficialmente, porque o objetivo básico da aprendizagem, que é a assimilação da matéria, não se efetua.
Deste modo, lembramos que o fichamento é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. Para isso, é preciso usar fichas que facilitam a documentação e prepa­ram a execução do trabalho.
Destacamos dois tipos de fichas:

1. Bibliográfica (assunto e autor).
2. Conteúdo (resumo e cópia‑citação).

Todavia, no próprio exercício da leitura percebemos a neces­sidade de fazer comentários sobre a argumentação do autor, assim como também surgem na nossa mente várias idéias e relações novas.

Alguns autores de técnica de ensino acrescentam mais dois tipos de fichas de conteúdo: [A] - comentário; [B] - ideação. Mas não vemos necessidade de ampliar o número de fichas, mas simples­mente assinalar a necessidade de elaborar esses tipos de anotações que devem aparecer na feitura do trabalho. Assim, num único tipo de ficha (fichamento), pode‑se incluir as diversas modalida­des de apurações de investigação.

Em primeiro lugar, deve‑se apresentar objetivamente as idéias do autor (resumo e citação), em seguida deve‑se discutir de modo pessoal as idéias fichadas (comentário e ideação).
Em outras palavras, um fichamento completo deve apresentar os seguintes dados:

1) Indicação bibliográfica — mostrando a fonte da leitura.
2) Resumo — sintetizando o conteúdo da obra. Trabalho que se baseia no esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação histórica ou ilustrativa).
3) Citações — apresentando as transcrições significativas da obra.
4) Comentários — expressando a compreensão crítica do texto, baseando‑se ou não em outros autores e outras obras.
5) Ideação — colocando em destaque as novas idéias que sur­giram durante a leitura reflexiva.

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Resenha
Inicialmente é preciso definir o termo “resenha”. Fazer uma resenha é o mesmo que fazer uma recensão (que significa apreciação breve de um livro ou de um escrito), ou seja, trata-se de resumir de maneira clara e sucinta um livro, artigo ou qualquer tipo de texto científico.
Embora o texto a ser resenhado tenha um/a autor/a, o/o recenseador/a deve ser o/a autor/a do seu trabalho; quer dizer, é preciso manter a identidade de quem escreveu o trabalho que você está analisando, mas é preciso transparecer a sua presença, como voz crítica sobre o texto.
Resenhar significa resumir, sintetizar, destacar os pontos principais de uma obra científica.

- A recensão deve cumprir um objetivo claro: comunicar ao leitor os aspectos essenciais da obra em questão e situá-lo no assunto da melhor maneira possível. Lembremo-nos de que, no método Descartes, a 1ª regra é a evidência, i.e., o dado inicial, que tem de ser claro, ordenado e distinto, ou seja, o critério cartesiano da verdade é a clareza e a distinção. Em concreto, Descartes parte de uma dúvida universal (metódica), para, entretanto, superá-la criticamente na conquista da verdade.
- A forma da resenha, isto é, o texto deve ser claro, inteligível e dinâmico. O/A leitor/a deve ter prazer nesta leitura e deve sentir-se convidado/a à leitura do texto resenhado. Para isso, é imprescindível o uso das normas padrão da língua portuguesa.
- Caso haja necessidade de citação do próprio texto resenhado, isso deve ser feito entre aspas e/ou em destaque. Sempre deve haver referência bibliográfica.
- Por vezes, é interessante fazer uma pesquisa mais abrangentes sobre o/a autor/a do texto resenhado, sobre o assunto em questão e sobre a situação atual da pesquisa científica sobre o tema. Esses esclarecimentos, quando convenientes, devem abrir a resenha e preparar o comentário sobre o texto em pauta.

TURMA 2J

Esse foi o semestre vivido pela turma 2J de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie (1º semestre de 2008).

Escolha o curso no menu ao lado e confira todo o conteúdo das aulas, textos lidos, slides... que foi estudado durante o semestre.

Para receber mais informações sobre os conteúdes, envie e-mail para mackjornalistas@gmail.com

Carlos Eduardo Xavier

Minha foto
Atendo pelo nome Carlos Eduardo Xavier. Nasci em Assis (SP) no dia 17/12/1987 e logo me mudei para Cerejeiras (RO), onde passei minha infância, melhor fase da minha vida. Novamente em Assis, termino a escola e o colegial. Vou morar na Itália, onde passo um ano convivendo com pessoas de mais de 100 nacionalidades. Em Loppiano (Firenze - Itália) é que aprendi a viver o que a vida sempre me ensinou. Assis pela terceira vez me recebe, mas por somente seis meses. De lá vou para a capital do estado, onde, agora, faço Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. MSN... cadu_gen@hotmail.com